Assim revela o último Estudo de Sensibilidade de Atividade da Pós-Venda, elaborado pela Estrategia Automotriz, que analisou a percepção de Instaladores, Mecânicos e Pontos de Venda/Lojas de Autopeças de todo o país.
A atividade da pós-venda automotiva continua mostrando sinais de estabilidade e, embora ainda persistam setores que manifestam uma diminuição no seu nível de trabalho, o cenário geral reflete uma realidade animadora: a maioria dos operadores mantém ou melhora sua atividade.
A Nível Geral, 57% manteve-se ou melhorou
O primeiro dado que se destaca do levantamento – realizado sobre uma amostra de 650 estabelecimentos – é que 57% dos consultados afirma manter ou ter incrementado seu nível de atividade, frente a 43% que percebe uma diminuição.

Além das dificuldades que uma parte do setor ainda enfrenta, este resultado marca uma diferença importante em relação a cenários onde predominavam amplamente as respostas negativas. Hoje, o mercado mostra uma base sólida de empresas que conseguem sustentar seu volume de trabalho e, inclusive, começar a recuperar atividade.
A análise regional também traz conclusões interessantes: Na AMBA, 55% das empresas declara uma atividade similar ou superior à registrada anteriormente. Embora continue sendo a região onde as respostas negativas têm um peso relativo maior, os resultados indicam que a estabilidade atinge igualmente a maioria dos operadores.

Diferente é o comportamento observado no Interior do país, onde 62% manifesta manter ou melhorar sua atividade. Este desempenho confirma uma evolução favorável de numerosas economias regionais e põe em evidência um maior dinamismo comercial fora da área metropolitana. A comparação entre ambos os cenários permite observar que a recuperação continua sendo heterogênea, embora com um denominador comum: em ambas as regiões predominam aqueles que sustentam sua atividade.

E como foi a atividade em cada elo?
Entre os Instaladores e Mecânicos, 55% dos consultados sustenta ou melhora seu nível de atividade. O dado resulta especialmente significativo considerando que a oficina costuma ser o primeiro elo a refletir as mudanças da demanda.

Embora ainda exista uma porcentagem importante de profissionais que manifesta uma redução do trabalho, o levantamento mostra que a maioria consegue manter um fluxo estável de operações, consolidando um cenário de maior equilíbrio do que o observado meses atrás.
O melhor desempenho volta a registrar-se entre os Pontos de Venda e Lojas de Autopeças.
Neste segmento, duas em cada três empresas (67%) afirmam manter ou incrementar sua atividade, convertendo-se no indicador mais sólido de todo o estudo.

Este comportamento sugere que o canal comercial continua mostrando uma importante capacidade de adaptação, acompanhando as necessidades do mercado e sustentando um nível de operações superior ao observado em outros segmentos.
CONCLUSÕES
O estudo reflete um mercado sem grandes sobressaltos. As respostas extremas — tanto de forte crescimento quanto de forte queda — representam porcentagens relativamente reduzidas, enquanto predominam aqueles que descrevem uma atividade estável ou com variações moderadas.
Esta característica costuma ser associada a mercados que encontram um ponto de equilíbrio e começam a transitar por uma etapa de maior previsibilidade, um aspecto especialmente valorizado por fabricantes, distribuidores e oficinas no momento de planejar investimentos, administrar estoques ou projetar o comportamento da demanda.
Naturalmente, o relatório também identifica desafios. Uma porcentagem relevante de empresas continua manifestando uma diminuição da atividade, particularmente em alguns segmentos e regiões. Esse dado confirma que a recuperação ainda não atinge com a mesma intensidade todos os atores.
No entanto, a principal mensagem que o Estudo de Sensibilidade de Atividade da Pós-Venda deixa é clara: a maioria do setor sustenta ou melhora seu nível de atividade. Em um contexto econômico que ainda exige capacidade de adaptação, os resultados mostram um mercado que continua se fortalecendo gradualmente e onde cada vez mais empresas conseguem manter o ritmo de trabalho, lançando as bases para uma recuperação mais ampla e sustentada.
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