Pós-venda: como foi a reabertura na quarentena

Como sabemos, na última Segunda-feira 13 parte do nosso Setor foi autorizada pelo Governo Nacional a — cumprindo com os protocolos de segurança impostos — voltar à atividade. Com base em uma pesquisa realizada pela consultoria ESTRATEGIA AUTOMOTRIZ, podemos te dar informações sobre como foi esta primeira semana de trabalho após uma letargia forçada de 20 dias.

De acordo com essa pesquisa, realizada com mais de 400 estabelecimentos (Lojas de Peças de Reposição, Oficinas, Borracharias e Trocas de Óleo), mais de 80% dos locais abriram suas portas:

Na verdade, o que reduziu a média de aberturas foi o comportamento das Oficinas Mecânicas. De acordo com o pesquisado pela ESTRATEGIA AUTOMOTRIZ, os motivos para a Não Abertura foram em sua maioria por Prevenção/Saúde.

Quanto ao nível de atividade nas Oficinas, embora nesta primeira semana tenha sido baixo — a média ficou entre 5 e 10 carros por semana —, a boa notícia é que a maioria conseguiu o fornecimento de peças de reposição necessário para concluir os reparos (em alguns casos com dificuldades de horário, por exemplo, por Pontos de Venda que atenderam somente no período da manhã).

Quanto aos Pontos de Venda, também tiveram em geral uma correta disponibilidade de peças de reposição de seus Fornecedores (mais de 70%). A redução neste caso responde mais a fatores comerciais (a quarentena também imobilizou pagamentos) do que logísticos, e estima-se que – se puderem continuar trabalhando – a situação poderá se normalizar nas próximas semanas.

De acordo com informações levantadas pela AFAC, que verificamos com outros referentes do Setor, as Empresas que estão operando comercialmente na venda de peças de reposição estão tendo um nível de atividade de 30/35% em relação ao cenário anterior à quarentena.

Além dos detalhes, o dado positivo é que o nosso Setor voltou à atividade.

Sem dúvida, para que a roda comece a girar em ritmo normal, cada um dos elos da cadeia comercial terá que se mobilizar passo a passo; começando com a atividade nas Oficinas, que gera a demanda de peças de reposição necessária aos Pontos de Venda; o reacomodamento de Estoques tanto desses estabelecimentos quanto dos Distribuidores e, finalmente, a normalização da produção nas fábricas.

Que essa dinâmica retome o nível anterior à quarentena obrigatória, dependerá mais do que tudo de que o setor continue operando e mais atividades sejam liberadas. E isso estará vinculado a que o objetivo de achatar a curva de contágios proposto pelo Governo Nacional seja alcançado, pelo que é muito importante neste momento, cumprir e fazer cumprir todas as normas de segurança indicadas pelos protocolos.